sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 13 de março de 2009
A utilização do orgão no Jazz remonta aos anos 20, pela via do Gospel, pois como instrumento de eleição no acompanhamento dos cânticos espirituais, celebrados nas igrejas, as suas características únicas cedo despertaram nos pianistas a vontade de o trazer para a cena Jazzística, como Fats Waller, Wild Bill Davis e mesmo Count Basie o fizeram, seduzidos pela sua larga gama de timbres e registos, com os seus harmónicos “quentes” e ondulantes, muito bem sucedidos em temáticas espiritualistas e mesmo do Rhythm’n Blues, muito populares nessas décadas.
Mas foi apenas com Jimmy Smith que o orgão ascende à plenitude, passando a ser equiparado aos outros instrumentos do Jazz, deixando para sempre de ser utilizado pontualmente, e tomando mesmo uma posição de destaque e liderança, especialmente a partir do início da década de 50, com o aparecimento do SoulJazz e duma estética funky, que surge no Jazz pela primeira vez e desencadeia uma das suas fases mais populares, no séc. XX, porque engloba tanto o lado mais espiritual do ser humano, como contém um forte e sedutor apelo à dança, à festa. Esta popularidade só irá ser ultrapassada pelo Rock’n Roll e pela Pop, na década seguinte, os anos 60, que, partindo não só das estruturas dos Blues e do cancioneiro das Songs de Tin Pan Alley, não dispensam a utilização do orgão eléctrico (Hammond), sobretudo no estilo Soul da etiqueta Tamla Motown.
É então que vemos o orgão, pelas mãos de J. Smith, Jack MacDuff, Shirley Scott, Richard Holmes, Jimmy McGriff, Les MacCann, Don Patterson, Milt Buckner, do lado do Jazz, e paralelamente, com Booker T. Jones, Brian Auger, e mesmo Ray Charles, entre outros, usando-o em estéticas mais “comerciais”(aqui, sem conotação depreciativa), na Pop, Rock e Soul Music.
A ligação especial entre o orgão e o saxofone (especialmente o tenor) manteve-se sempre ao longo das fases referidas, tendo originado algumas duplas famosas, casos de Jimmy Smith e o saxofonista Stanley Turrentine, Milt Buckner / Illinois Jacquet ou Les McCann / Eddie Harris, por exemplo.
Este “Sax Organic Trio” foi formado assentando no apreço especial que tanto Rui Azul como Alfredo Abreu nutrem pelas estéticas musicais citadas, e com a cumplicidade rítmica de Manuel Santiesteban, criaram um espectáculo composto pelas suas versões pessoais de conhecidos temas, não só do Jazz, mas igualmente da Soul e mesmo abordando algum Pop-Rock de um modo menos comum, além de alguns originais.. Este concerto de “quase-tributo” aos anos 50/60 traz-nos uma pulsação contagiante, juntamente com temas intemporais que despertam um agrado imediato às diversas faixas etárias da assistência, facto testemunhado por diversas gerações de ouvintes e apreciadores.
Mas foi apenas com Jimmy Smith que o orgão ascende à plenitude, passando a ser equiparado aos outros instrumentos do Jazz, deixando para sempre de ser utilizado pontualmente, e tomando mesmo uma posição de destaque e liderança, especialmente a partir do início da década de 50, com o aparecimento do SoulJazz e duma estética funky, que surge no Jazz pela primeira vez e desencadeia uma das suas fases mais populares, no séc. XX, porque engloba tanto o lado mais espiritual do ser humano, como contém um forte e sedutor apelo à dança, à festa. Esta popularidade só irá ser ultrapassada pelo Rock’n Roll e pela Pop, na década seguinte, os anos 60, que, partindo não só das estruturas dos Blues e do cancioneiro das Songs de Tin Pan Alley, não dispensam a utilização do orgão eléctrico (Hammond), sobretudo no estilo Soul da etiqueta Tamla Motown.
É então que vemos o orgão, pelas mãos de J. Smith, Jack MacDuff, Shirley Scott, Richard Holmes, Jimmy McGriff, Les MacCann, Don Patterson, Milt Buckner, do lado do Jazz, e paralelamente, com Booker T. Jones, Brian Auger, e mesmo Ray Charles, entre outros, usando-o em estéticas mais “comerciais”(aqui, sem conotação depreciativa), na Pop, Rock e Soul Music.
A ligação especial entre o orgão e o saxofone (especialmente o tenor) manteve-se sempre ao longo das fases referidas, tendo originado algumas duplas famosas, casos de Jimmy Smith e o saxofonista Stanley Turrentine, Milt Buckner / Illinois Jacquet ou Les McCann / Eddie Harris, por exemplo.
Este “Sax Organic Trio” foi formado assentando no apreço especial que tanto Rui Azul como Alfredo Abreu nutrem pelas estéticas musicais citadas, e com a cumplicidade rítmica de Manuel Santiesteban, criaram um espectáculo composto pelas suas versões pessoais de conhecidos temas, não só do Jazz, mas igualmente da Soul e mesmo abordando algum Pop-Rock de um modo menos comum, além de alguns originais.. Este concerto de “quase-tributo” aos anos 50/60 traz-nos uma pulsação contagiante, juntamente com temas intemporais que despertam um agrado imediato às diversas faixas etárias da assistência, facto testemunhado por diversas gerações de ouvintes e apreciadores.
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